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EX-CHURCH: A ERA DA ANIQUILAÇÃO DA IGREJA

 Texto de Odailson Fonseca - Instagram @odailson

É perturbador! O sagrado virou cenário; o altar um balcão; a fé, figurino de uma peça esquecida. A Alemanha deve fechar 10 mil igrejas nos próximos 10 anos, conforme reportagem da Deutsche Welle. Só nos últimos 20 anos, cerca de 1.400 igrejas já foram desconsagradas. Algumas viraram bibliotecas. Outras, lojas de departamentos. Várias foram simplesmente demolidas.

Na Holanda, a apostasia é mais alarmante: segundo o The Guardian, duas igrejas são encerradas por semana. Uma delas, em Utrecht, tornou-se discoteca. Em Maastricht, uma belíssima igreja dominicana do século XIII virou livraria-café. Na Bélgica, viraram quadras esportivas. Em Llanera, na Espanha, a antiga Igreja de Santa Bárbara hoje é conhecida como “Kaos Temple”, um templo do skate com grafites nos lados.

A França também sente os ventos gelados da secularização. Uma leitora me relatou que sua igreja protestante de bairro virou uma academia de ginástica. A “Cross”Fit! Recentemente, eu testemunhei uma Europa de arquitetura preservada e alma evacuada. A liturgia foi trocada por LED. Os bancos, por esteiras. O órgão, por som eletrônico de boates.

Ao mesmo tempo, o islamismo cresce. A Pew Research aponta que, até 2050, os muçulmanos devem superar os cristãos em várias regiões da Europa Ocidental. Crescem com filhos, com foco. Mantêm doutrinas firmes. Oração diária. Jejuns. E enquanto isso, o cristianismo ocidental prega a leveza líquida de um evangelho sem cruz, sem custo, sem lei, sem compromisso.

Os profetas alertaram: “A religião popular de nossos dias é destituída de vida espiritual” (GC, p.594). E Jesus chorou sobre Jerusalém por seus muros mais sólidos que os corações (Lc.19:41-44). Hoje, as pedras duram mais que princípios. As torres permanecem, mas o Nome que às sustentava foi trocado por logomarcas.

Não é tempo de reformas estéticas, mas de reavivamento bíblico. Refoco escatológico. Que lugares onde ainda há fé não sigam esse roteiro sombrio. Resistamos com doutrina, adoração, reverência e amor pela Palavra. Identidade profética! Ou teremos templos abertos para o mundo, mas fechados para o céu.

É um aviso. Um lamento. Um apelo. Um alerta. Uma convocação. Urgente. Muito.

Odailson Fonseca
Criador(a) de conteúdo digital
▫️Pastor e escritor
▫️Gestor de Comunicação
▫️Autor do livro “Um Minuto Para Sempre”

Os fundamentos metafísicos dos gêneros literários

Nota do Autor à Primeira Edição Brasileira (1991)

O texto deste pequeno livro é composto por quatro aulas, ministradas em abril de 1987 na minha disciplina Introdução à Vida Intelectual. Na exposição oral, pude acrescentar comentários e desenvolvimentos que, embora omitidos no livro, podem ser sugeridos pelas notas de rodapé.


Agora, olhando à distância de quatro anos para esta obra tão cheia de boas intenções quanto de falhas, notei pelo menos duas que, se não podem ser completamente remediadas, pelo menos deveriam ser confessadas.

O primeiro é o uso do plural que alguns chamam de 'modos' e outros de 'majestoso', um vício que abandonei para sempre.

A segunda é que o conceito de número, tão fundamental para minha exposição, permaneceu vago e obscuro. Talvez os esclarecimentos a seguir o ajudem a torná-lo mais exato: O conceito de número, como o entendo, é ao mesmo tempo quantidade (ou puro nexo indeterminado em termos de qualidade, como Husserl o definiu em sua Filosofia da Aritmética) e forma, ou número qualitativo como entendido pela antiga escola pitagórica (ver Santos, Mário Ferreira dos. Pitágoras e o Tema do Número. 2ª ed. São Paulo: Matese, 1965. pp. 67-105). Nessa segunda acepção, número também pode ser sinônimo de ordem e relação (ou sistema de relações). No texto, passo de um significado ao outro sem qualquer cerimônia ou aviso prévio. Sei que o explico, ainda que não o justifique, dizendo que o texto foi originalmente pensado para ser lido apenas por meus alunos, que, acostumados à dupla acepção da palavra, não teriam dificuldade em fazer a escolha correta de acordo com o contexto.

Agradeço a Ana Maria Santos Peixoto pelo inestimável esforço que dedicou à publicação deste livro.

Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro, agosto de 1991.

I. Formulando a Questão

II. Algumas Opiniões Contemporâneas

III. O Modo de Existência dos Gêneros

IV. Fundamentos Ontológicos

V. Verso e Prosa

VI. Narrativa e Exposição

VII. Espécies do Gênero Narrativo

VIII. Espécies do Gênero Expositivo

IX. O Gênero Lírico. Conclusão

A questão dos gêneros literários é discutida há séculos. É uma das questões mais importantes da Teoria da Literatura. Embora nos dispensemos de narrar a evolução histórica do debate, apresentaremos um resumo do problema e das soluções que ofereceremos.

Caso essas soluções pareçam escandalosamente novas para os estudiosos da área, garantimos que qualquer tentativa de ineditismo está longe de nossa intenção. Limitamo-nos a aplicá-las ao estudo de uma antiga questão sobre os princípios ontológicos, tão antigos quanto o mundo.

I. Formulação da questão

A primeira razão pela qual temos que acreditar que existem gêneros literários é que muitos autores, como Aristóteles e Boileau, escreveram tratados para expor as regras que os definem.

A segunda razão é que essas regras foram seguidas por milhares de escritores durante muitos séculos e, por isso, podemos encontrar obras que exemplificam perfeitamente a concepção clássica de Lírica, Tragédia etc.

A primeira razão que podemos ter para acreditar que não existem gêneros literários é que há um número igualmente grande de obras, antigas e modernas, mas sobretudo modernas, que não se encaixam perfeitamente em nenhum dos gêneros definidos pelos tratados.

A segunda razão é que alguns autores, como o filósofo italiano Benedetto Croce, por exemplo, afirmam que gêneros não existem. Na compreensão desses autores, existem apenas obras individuais 1 , que são levadas em conta pela história e, a posteriori, podem ser submetidas pelo estudioso a alguma classificação duvidosa de acordo com suas diferenças e semelhanças, as quais, sendo por sua vez tão variadas e numerosas quanto as próprias obras, não constituem grupos constantes e distintos o suficiente para serem rotulados como "gêneros".

A terceira razão é que muitos escritores, conhecendo as duas primeiras razões, decidiram escrever seus livros de uma forma que escapava deliberadamente às regras e regulamentos de todos os gêneros conhecidos. Essa exceção tornou-se uma exceção de regra e regra, e a confusão sistemática que se seguiu pareceu fornecer ampla confirmação ao argumento de Croce.

O problema dos gêneros é semelhante à disputa entre Realismo e Nominalismo: os conceitos universais expressam realidades que existem por si mesmas,  extra mentis , ou são apenas uma reunião mental de características comuns que uma circunstância mais ou menos feliz nos permitiu distinguir em vários seres individuais? Os universais são "seres reais" ou meros "seres racionais"? Existe um capuz de cavalo ou apenas cavalos? Existe um capuz triangular ou apenas triângulos? Da mesma forma, os gêneros literários são estruturas universais e necessárias subjacentes a todas as invenções literárias possíveis, ou nada mais são do que meras convenções formais estabelecidas pelo hábito, pelo conforto e, às vezes, pela pretensão?

II. Algumas Opiniões Contemporâneas

Alguns estudiosos contemporâneos tendem a ceder em soluções. Em sua obra "Teoria da Literatura", hoje um clássico, René Wellek e Austin Warren afirmam isso.

O gênero literário é uma instituição — assim como uma igreja, universidade ou Estado. Ele existe, não como um animal ou mesmo como um edifício, capela, biblioteca ou capitólio, mas como uma instituição. É possível trabalhar e se expressar por meio de instituições existentes, criar novas ou progredir, na medida do possível, sem participar de política ou rituais; também é possível ingressar em instituições, mas depois remodelá-las.

A teoria dos gêneros é um princípio de ordem: ela classifica a literatura e a história literária… por tipos especificamente literários de organização e estrutura…

Os gêneros permanecem fixos? Presumivelmente não.

Esta posição merece o crédito por distinguir entre um modo de existência físico e individual e um modo de existência não físico, ou "institucional", situando os gêneros neste último. É certamente melhor do que negar a existência de gêneros depois de procurar sinais deles onde não se encontravam. No entanto, em suma, essa distinção não é outra senão a mesma que existe entre obras individuais e gêneros — entre cavalos e capelo de cavalo —, mudando apenas os nomes. Obras individuais existem como animais e edifícios existem; gêneros, como institutos de pesquisa zoológica e escolas de arquitetura. Isso não explica de forma absoluta a origem dos gêneros, ou se emanam de uma necessidade inerente à ordem real das coisas, ou de um mero desejo humano de sistematização e conforto. O problema continua: para conhecer a origem e o valor dos institutos de zoologia, não basta apenas perceber que eles não são uma espécie animal.

VOU-ME EMBORA DE PASÁRGADA – AQUI ELES ESTUPRAM A LÍNGUA PORTUGUESA

Uma crônica hilária e reflexiva sobre o desprezo e o desrespeito à Língua Portuguesa, com doses generosas de riso e crítica.

Por Claudio Cesário - 



Era um dia ensolarado em Pasárgada, uma pequena cidade imaginária onde as coisas mais insólitas aconteciam. No centro da praça, o Senhor Filólogo, um professor aposentado de Português que dizia ter nascido "entre uma crase bem aplicada e um ponto e vírgula perdido", se preparava para mais uma de suas palestras públicas.

— Querem transformar a Língua Portuguesa em dialeto tribal socialista! — bradou, subindo no coreto da praça com um dicionário na mão e um livro de gramática debaixo do braço.

A plateia era composta por figuras inusitadas: Dona Gertrudes, que jurava que "abestado" era pronome possessivo; Seu Juca, o padeiro que usava apóstrofos em toda frase; e Clarinha, a adolescente que achava que “KKK” e “OMG” eram perfeitamente aceitáveis no vestibular.

— O que significa isso, professor? — perguntou um jovem curioso.

— Significa que estamos afundando! Afundando! Cada "parada maneira" que você diz é um prego no caixão da nossa identidade cultural! Cada "tipo assim" é um golpe fatal na lógica gramatical!

Dona Gertrudes suspirou fundo:

— Ah, professor, a gente só tá adaptando, modernizando... É evolução, não revolução.

Filólogo ergueu o dicionário como um pregador seguraria a Bíblia:

— Modernizar? Chamar um “pretérito mais-que-perfeito composto” de "coisa do passado"? Isso é traição linguística!

De repente, um jovem hipster levantou-se. Vestia uma camiseta com a inscrição “Paz & Pós-verdade”.

— Professor, com todo respeito, mas a língua é viva. Ela se adapta às necessidades sociais e culturais. A gramática normativa é uma opressão elitista!

O coreto quase tremeu com o grito de indignação do professor:

— Elitista? Opressão? Vocês dizem isso, mas são os primeiros a gaguejar numa entrevista de emprego porque não sabem a diferença entre “a gente” e “agente”!

A praça caiu numa gargalhada generalizada. Até Clarinha, a rainha das gírias, riu. Mas Filólogo não perdeu o fio da meada:

— Vocês não percebem que, ao diluir a nossa língua, estão diluindo a nossa capacidade de pensar criticamente? De argumentar com clareza? Se mal sabemos conjugar um verbo, como queremos construir uma sociedade justa?

O silêncio tomou conta do lugar. Até Dona Gertrudes pareceu refletir. Seu Juca sussurrou:

— Acho que ele tem um ponto...

Clarinha levantou a mão.

— Tá bom, professor. Mas o que a gente faz?

O Filólogo desceu do coreto e, com uma voz mais serena, respondeu:

— Comecem lendo. Não precisam decorar tudo, mas saibam o mínimo. Entendam que cada vírgula é como um farol no meio da neblina. E, pelo amor à Pátria, não usem “nós vai”!

A praça explodiu em aplausos. Mesmo quem discordava percebeu que havia ali uma verdade incômoda, dita com um toque de comédia. Afinal, por mais que a língua evolua, ninguém quer trocar o "be-a-bá" por um "bla-bla-bla" sem sentido.

E assim, em Pasárgada, o debate sobre a desvalorização e o insulto à Língua Portuguesa continuou, mas sempre com boas doses de risadas e reflexões. Porque, como dizia o velho Filólogo, “rir também é um verbo transitivo direto — e salva o sujeito da ignorância.”


O Vilipêndio da Língua Portuguesa: Prenúncio de Nossa Decadência Intelectual, Moral e Social

 A desconstrução da norma culta ameaça nossa identidade cultural e limita o pensamento crítico.

Por Claudio Cesário - Rio de janeiro, 19 de dezembro de 2024.                                                                    


          A língua portuguesa, alicerce cultural e identitário de nossa nação, atravessa um período de grave deturpação. Observa-se uma erosão deliberada dos pilares que sustentam seu ensino, promovida por agendas progressistas e ideologias de viés comunista que permeiam as instituições educacionais brasileiras. Essa tendência não só compromete a compreensão da estrutura linguística, mas também mina a capacidade crítica e intelectual de gerações futuras, revelando-se um prenúncio de decadência intelectual e humana.

O Ensino Desfigurado pela Ideologia

A substituição da excelência pelo relativismo é uma das consequências mais evidentes dessa interferência. Sob o pretexto de "inclusão" e "democratização do saber", disciplinas fundamentais como gramática, sintaxe e morfologia têm sido relegadas a um plano secundário. O enfoque passou a ser a exploração de aspectos sociopolíticos, frequentemente enviesados, que distorcem a neutralidade do aprendizado linguístico e reduzem a língua a um mero instrumento de militância.

Ao priorizar a desconstrução de regras e a validação de variantes coloquiais em detrimento da norma culta, o sistema educacional promove um nivelamento por baixo. Isso impede que os alunos tenham acesso pleno à riqueza e à complexidade da língua portuguesa, cerceando seu potencial para compreender textos mais sofisticados, argumentar de forma estruturada e ascender socialmente.

A Influência Progressista e Comunista no Declínio Educacional

Ideologias progressistas, que pregam a destruição de estruturas tradicionais, enxergam na língua um campo de batalha. A imposição de "linguagens neutras" — que ignoram as características naturais e históricas da língua — é exemplo claro dessa agenda. Ao desestabilizar os alicerces linguísticos, essas práticas comprometem a comunicação e fomentam a fragmentação cultural.

Por outro lado, o viés marxista que predomina na formação de educadores e na elaboração de materiais didáticos contribui para transformar o ensino da língua em um palco para discursos ideológicos. O objetivo parece ser o de criar uma massa de indivíduos incapazes de questionar e avaliar criticamente o que lhes é imposto. Uma população linguisticamente empobrecida é mais suscetível à manipulação.

Consequências da Deturpação

O resultado desse movimento é visível: a qualidade do ensino piora progressivamente, gerando alunos com baixa capacidade de leitura e interpretação. A dificuldade em redigir um texto claro e coerente torna-se um problema recorrente. Essa decadência intelectual compromete não só o futuro acadêmico e profissional dos jovens, mas também o fortalecimento da sociedade como um todo.

A língua é mais do que um código de comunicação; ela é o reflexo do pensamento. Quando corrompemos a língua, corrompemos também a nossa capacidade de pensar e de nos expressar. Assim, a decadência linguística reflete diretamente na decadência humana, pois dificulta o desenvolvimento de uma visão crítica e de uma consciência cidadã.

O Caminho para a Restauração

A reversão desse quadro passa por uma reforma educacional profunda. É imperativo que o ensino da língua portuguesa volte a ser pautado pela valorização da norma culta e pelo respeito às estruturas gramaticais que sustentam nossa tradição literária e acadêmica. O combate à infiltração ideológica é um passo essencial para garantir que a educação seja isenta de ideias comunistas e focada no desenvolvimento integral do aluno.

Enfim, não podemos nos furtar ao dever de proteger a língua portuguesa, que é tanto um patrimônio cultural quanto uma ferramenta essencial para a emancipação intelectual. Defendê-la do vilipêndio é preservar não apenas uma língua, mas a dignidade de um povo e a esperança de um futuro melhor.

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Claudio Cesário é jornalista, graduado em Letras - Português/Inglês - e suas respectivas Literaturas. Professor de português, revisor e lexicógrafo, desde 2012 trabalha na gestão e produção de conteúdos linguísticos. Licenciado pela Universidade Castelo Branco, atua nas áreas do ensino fundamental II, ensino médio e cursos preparatórios, lecionando português para crianças, jovens e adultos. Colabora ainda na revisão ortográfica e científica de livros didáticos, artigos, monografias e trabalhos de conclusão de curso (TCC).



LITERATURA - A PRINCIPAL DE TODAS AS ARTES - É A MAIS ELEVADA DE TODAS ELAS

"Literatura é a arte que utiliza a palavra como matéria-prima das criações artísticas e culturais"

Literatura, Ilíada, Odisséia, Eneida, Homero, Virgílio, Camões, Machado de Assis.

A literatura é muitas vezes considerada a "arte das artes", a arte que utiliza a palavra como matéria-prima das criações artísticas e culturais, aquela que inspira, ensina e transforma. Neste artigo, exploraremos os principais motivos que elevam a literatura ao topo das expressões artísticas. Através de uma análise sobre sua influência cultural, social e educacional, você entenderá por que a literatura é a principal de todas as artes.

O Que é Literatura?

Literatura é a arte que utiliza a palavra escrita para expressar ideias, emoções e narrativas. Essa forma de arte engloba desde a poesia e o romance até o ensaio e o teatro. Cada gênero literário carrega suas especificidades, mas todos convergem no poder de tocar a alma humana, proporcionando uma experiência única.

Palavras-chave: importância da literatura, literatura na cultura, história da literatura

Literatura Como Reflexo da Sociedade

A literatura reflete a sociedade de cada época, capturando questões políticas, sociais e culturais. Obras literárias de autores como Machado de Assis, William Shakespeare e Gabriel Garcia Márquez imortalizam os problemas e as glórias de suas eras. Assim, a literatura torna-se um espelho da condição humana, refletindo nossos medos, esperanças e contradições.

Palavras-chave: literatura e sociedade, autores clássicos, impacto social da literatura

Educação e Formação Crítica

Uma das funções essenciais da literatura é a formação do pensamento crítico. Através da análise de textos literários, os leitores são incentivados a questionar, refletir e entender melhor o mundo ao seu redor. Esse processo educativo é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente e empática.

Palavras-chave: literatura e educação, pensamento crítico, desenvolvimento pessoal

A Literatura e Suas Emoções Universais

Nenhuma outra forma de arte é capaz de conectar o leitor a emoções tão profundas quanto a literatura. Seja a angústia em um romance trágico ou o riso provocado por uma comédia, a literatura atinge a essência humana de maneira única, explorando emoções universais que ultrapassam barreiras culturais e linguísticas.

Palavras-chave: emoções na literatura, impacto emocional da literatura, literatura universal

A Literatura e Outras Artes

A literatura muitas vezes é ponto de partida para outras formas artísticas, como o cinema, a pintura e a música. Obras literárias frequentemente inspiram adaptações cinematográficas e encenações teatrais. Essa interconexão mostra como a literatura é uma base rica de inspiração para as artes em geral.

Palavras-chave: literatura e cinema, adaptações literárias, influência literária

Conclusão: Por que a Literatura é a Principal das Artes?

A literatura possui uma capacidade inigualável de capturar a essência humana. Ela promove o autoconhecimento, estimula a empatia e desafia o leitor a enxergar o mundo sob novas perspectivas. Sua influência no desenvolvimento pessoal e cultural da humanidade a coloca como a principal de todas as artes.

 

FAQs - Perguntas Frequentes:

Por que a literatura é tão importante?

A literatura é essencial pois promove o desenvolvimento crítico e empático, além de refletir a cultura e os valores da sociedade.

Como a literatura influencia outras artes?

A literatura inspira e serve como base para o cinema, teatro e até mesmo para a música, funcionando como um ponto de conexão entre diversas expressões artísticas.

Qual o impacto da literatura na educação? 

A literatura auxilia na formação do pensamento crítico, permitindo que o leitor desenvolva uma visão mais analítica sobre o mundo.

O PROCESSO DE DECOMPOSIÇÃO DAS NAÇÕES JÁ SE TORNA EVIDENTE.

A Apostasia das Nações: Uma Análise Profunda

A apostasia, definida como o abandono da fé cristã, é um fenômeno que tem se intensificado ao longo dos séculos. Desde o declínio da Idade Média, as nações têm progressivamente se afastado dos princípios cristãos, resultando em uma decadência espiritual e moral. Este artigo busca analisar esse fenômeno, não apenas através das "três revoluções" (protestantismo, liberalismo e comunismo), mas pela perspectiva mais ampla da apostasia das nações como um todo.

O Declínio da Fé Cristã

Historicamente, a Idade Média foi um período em que a fé cristã desempenhava um papel central na vida das nações. No entanto, com o advento do Renascimento e, posteriormente, do Iluminismo, começou a ocorrer um afastamento gradual dos valores cristãos. Este afastamento se intensificou a partir do século XVIII, com o amadurecimento da ideologia liberal, que promovia a autonomia do indivíduo e a separação entre Igreja e Estado.

As Ideologias Emergentes

O liberalismo, que ganhou força no século XVIII, trouxe consigo uma série de mudanças sociais e políticas. Entre os frutos desse liberalismo, surgiram no século XIX a ideologia socialista e, mais recentemente, no século XX, a ideologia sadolibertina. Essas ideologias, cada uma a seu modo, contribuíram para o afastamento das nações dos princípios cristãos.

A Perspectiva dos Intelectuais Católicos

Apesar das mudanças ideológicas, muitos intelectuais católicos continuam a insistir na ideia de que estamos sob a ameaça do comunismo. No entanto, essa opinião tem se mostrado cada vez mais desprovida de fundamento. A verdadeira ameaça, argumentam alguns, é a apostasia generalizada das nações, que se afastaram da fé cristã e, consequentemente, de seus próprios fins espirituais e morais.

A Decadência das Estruturas Sociais e Religiosas

Ao se afastarem da fé cristã, as nações também se afastam de seus próprios fins espirituais e morais. Isso resulta em uma decadência progressiva das estruturas que antes sustentavam a ordem social e religiosa. A análise do fenômeno da apostasia das nações permite compreender de forma mais ampla e profunda como esse afastamento impacta a sociedade como um todo.

Conclusão

A apostasia das nações é um fenômeno complexo e multifacetado. Analisá-lo apenas pelo ângulo das "três revoluções" é insuficiente. É necessário adotar uma perspectiva mais ampla, que considere o afastamento generalizado dos princípios cristãos e suas consequências para a sociedade. Somente assim poderemos compreender plenamente a profundidade e a extensão desse fenômeno.

EDUCAÇÃO AO CONTRÁRIO

Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.

Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A ideia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.

Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que frequentou escola por menos tempo.

A ideia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros – do Estado, da sociedade – e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma.

Olavo de Carvalho — Diário do Comércio, 27 de janeiro de 2009


DESILUSÃO, REDENÇÃO, PERDÃO A A IMPORTÂNCIA DE SE ENCONTRAR A PRÓPRIA IDENTIDADE

     

   "Grandes Esperanças" (Great Expectations) é um dos romances mais emblemáticos de Charles Dickens, publicado em 1861. A obra é uma análise profunda da sociedade vitoriana, explorando temas como classe social, amor, redenção e autoconhecimento.

     A história segue a vida de Pip, um jovem órfão que vive com seu irmão mais velho e sua cunhada. Sua vida muda drasticamente quando ele encontra um condenado fugitivo, Abel Magwitch, que o obriga a roubar comida e bebida para ele. Posteriormente, Pip é convidado para a mansão da rica e excêntrica Miss Havisham, onde conhece Estella, uma jovem adotada por Miss Havisham e educada para partir corações.

     A narrativa é dividida em três partes, refletindo as três fases da vida de Pip. A primeira parte apresenta Pip como um jovem inocente e curioso. Na segunda, ele se torna um jovem gentleman, após herdarem uma fortuna anônima. Na terceira, Pip amadurece e compreende as ilusões de sua juventude.

     Dickens critica a sociedade vitoriana, destacando a hipocrisia e a injustiça social. Personagens como Miss Havisham e Magwitch ilustram as consequências da opressão e da rejeição.

     A caracterização é uma das forças do romance. Pip, o narrador, é um personagem complexo, cuja evolução é marcada por erros e aprendizado. Estella, por sua vez, é uma figura trágica, condicionada a ser insensível.

     "Grandes Esperanças" é uma obra-prima da literatura, com uma narrativa envolvente, personagens memoráveis e uma crítica social profundamente relevante. O romance continua a fascinar leitores com sua exploração da condição humana, tornando-se um clássico eterno.

Pontos positivos:

- Narrativa envolvente e bem estruturada

- Personagens complexos e memoráveis

- Crítica social profunda e relevante

- Exploração da condição humana

Pontos negativos:

- Algumas passagens podem ser consideradas lentas ou detalhistas demais

- A linguagem vitoriana pode ser desafiadora para alguns leitores

     Recomendação: "Grandes Esperanças" é um romance essencial para qualquer leitor interessado em literatura clássica, especialmente aqueles que apreciam obras de Dickens.

LACRIMOSA: UMA ORAÇÃO DE DOR E ESPERANÇA

Lacrimosa: Uma Oração Musical de Dor e Esperança no Réquiem de Mozart


A composição "Lacrimosa", parte do incompleto Réquiem de Wolfgang Amadeus Mozart, representa um dos ápices emocionais mais pungentes da música sacra. Este trecho, que se inicia com o impacto dos graves ecoando uma tristeza densa e visceral, transporta o ouvinte para uma jornada emocional em direção à luz. A partir das notas baixas, o tema da dor é construído com uma intensidade que só aumenta, simbolizando o peso do luto em uma progressão inevitável e profundamente humana.

Com o ingresso das vozes do tenor e do alto, Mozart expande o lamento, dando forma a uma interação complexa que captura a essência da angústia coletiva. A interseção entre essas vozes confere à melodia uma textura quase palpável, sugerindo que a dor do indivíduo é, de fato, a dor de todos. O entrelaçamento vocal não apenas dá profundidade ao luto, mas reflete um sentimento universal de perda que transpassa qualquer limitação de tempo ou espaço.

Mas é o soprano, com uma entrada angelical e arrebatadora, que eleva o "Lacrimosa" ao sublime. Sua tonalidade pura, quase etérea, transcende o sofrimento terreno, como se pedisse clemência e paz em um plano superior.

O final de Lacrimosa no Requiem de Mozart é um dos trechos mais comoventes da peça. Após um clímax emocional, a música se suaviza, como se rendendo à aceitação da mortalidade e da dor. Os instrumentos e o coro, que vinham em uma progressão ascendente e quase desesperada, gradualmente diminuem em intensidade.

As vozes se desvanecem em um "amen" musical silencioso, e a orquestra as acompanha em uma textura harmônica mais calma e espaçada. As cordas, que antes sustentavam um ritmo intenso e sombrio, assumem um papel mais sereno, tocando notas mais longas e deixando espaço para o eco da melodia. A linha melódica, que parecia suspensa no ar, não resolve completamente, criando uma sensação de infinito, como uma prece que continua além da música.

Esse final aberto, que quase se dissipa no silêncio, reforça o caráter de súplica e entrega da composição, deixando ao ouvinte uma impressão de transcendência e paz, como se a música buscasse consolo em uma dimensão espiritual. O efeito é de um lamento que se eleva para o desconhecido, onde o som se dissolve, mas a emoção permanece viva.

O "Lacrimosa" de Mozart não é apenas uma peça musical; é uma experiência espiritual que transforma dor em beleza, luto em transcendência. Em poucos minutos, Mozart entrega uma súplica que permanece ecoando por séculos, uma obra-prima capaz de tocar a alma e lembrar que, apesar do sofrimento, existe uma beleza serena até mesmo nas sombras da mortalidade.



RAZÃO E SENSIBILIDADE: UM OLHAR SOBRE A OBRA DE JANE AUSTEN

 


   Publicado em 1811, Razão e Sensibilidade , de Jane Austen, explora a delicada relação entre emoção e racionalidade, protagonizada pelas irmãs Elinor e Marianne Dashwood. Austen construiu uma narrativa sobre os valores e virtudes que moldam as escolhas pessoais e a convivência social, fazendo-nos refletir sobre as noções de senso, moralidade e respeito à ordem social.

   Elinor representa a razão e o controle, guiando suas decisões e comportamentos pela prudência e pela consciência dos valores morais. Marianne, por outro lado, representa a sensibilidade, vivendo de forma intensa e romântica, muitas vezes desconsiderando as convenções e os conselhos dos mais experientes. É notável como Austen, de maneira sutil, tece uma crítica à impulsividade desmedida e ao desprezo pelas normas, demonstrando como esses aspectos podem comprometer o caráter e a estabilidade familiares. Essa visão ressalta a importância da moderação e da prudência, valores essenciais para o equilíbrio e o bem-estar, especialmente no que se refere à convivência familiar e aos relacionamentos.

   A figura de Elinor parece ser um ideal moral aos olhos de Austen. Ela é a responsável por manter a harmonia, apoiando os próprios sacrifícios em nome da estabilidade e do bem comum. Ao escolher um caminho de moderação e autocontrole, Elinor conquista, por fim, o respeito e o amor daqueles ao seu redor. É um retrato claro da defesa da virtude e da disciplina como fundamentos de uma vida digna e respeitável, ideais essenciais ao pensamento conservador, que valoriza o autocontrole como fundamento de uma sociedade coesa.

   No entanto, Austen não condena totalmente Marianne, pois a jovem representa a paixão e a vivacidade, aspectos que também têm o seu valor. Mas ao descrever as consequências de suas ações impulsivas, Austen parece sugerir que a verdadeira felicidade e realização residem em uma vida regida pela razão e pela temperança.

   Razão e Sensibilidade é, assim, uma ode ao equilíbrio entre os sentimentos e o dever, apresentando-nos uma filosofia de vida que valoriza o respeito à ordem, ao decoro e à moderação como virtudes atemporais. Em um mundo que muitas vezes glorifica o sentimentalismo exagerado e o imediatismo, a obra de Austen permanece relevante, relembrando-nos a importância dos princípios que fundamentam uma sociedade harmoniosa e moralmente estruturada.